quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cartinha da Cris Ribeiro para o Papai Noel!


Papai Noel...

Este ano fui uma menina má... É, eu admito...
Mas o Senhor tem que ver, que eu não fiz mal a ninguém... Pelo contrário, tentei ajudar as pessoas, mas a escolha do que se deve fazer, Papai Noel, é delas, não minha!

Eu enganei menininhos... eu sei, eu sei... é que quando a gente se fere uma vez, é muito difícil recomeçar e confiar novamente... Tá, eu sei que precisamos dar uma nova chance e tals, mas para o caralho quem vem cheio de mimimi lerioso (falsas promessas) pro meu lado saca mô véio?
Sim, Noel, eu sei que eu não precisava ser tão radical e as porra toda... Mas cara, eu ia deixar que os outros brincassem com meus sentimentos? Papai Noel, pode não parecer, mas eu tenho um coração!

Muitas vezes me senti sozinha... Isso doeu. Mas eu sempre soube levantar a cabeça e seguir em frente sem quase derramar uma gota de lágrima, as poucas vezes que chorei foi por não aguentar mais certas situações. A gente cansa sabe? Acho que esse meu jeito de ser é um reflexo da vida em mim. De tantas coisas que eu já passei, já sofri... Não acredito mais na bondade das pessoas como antes... É, parece que eu cresci!

Quando a gente cresce Papai Noel, a gente vê que o mundo não é essa coisa linda que nossos pais nos diziam, ele é desafiador... Se você não souber se virar na malandragem, nego véio, a vida passa por cima de você... E te escraviza. Escraviza a tua mente, os teus sonhos.
Daí então você percebe que nem tudo é bonito e colorido como nos sonhos, nos contos de fada. E você cai na vida real. Se estabaca na vida real e isso é tão difícil, que, no início, eu parecia desnorteada. E eu definitivamente não sou uma pessoa sem Norte... Tenho minhas metas. Muitas metas...

Daí como eu vou ser uma boa menina no meio disso tudo Papai Noel? Me diz?
As pessoas tentam instintivamente passar por cima uma das outras, o amor já não prevalece mais. Foi-se o tempo em que as pessoas estavam juntas por amor! Já não há mais o brilho nos olhos, o companheirismo, a alegria de ser dois em um... Hoje, é cada um por si e Deus por todos.

Não posso amar. Não agora, entende?
Tá, eu sei que isso não é desculpa pra sair pegando geral e tals... Mais e eu vou morrer seca é? Na na nina naão!
A gente precisa aproveitar o pouco tempo livre que este capitalismo selvagem nos reserva, à diversão! Ééééééé Noel... a gente precisa se divertir mais, relaxar. Ou, nesse mundo, só vai haver louco. Mais loucos...
Se você quiser, Papai Noel, eu te ajudo! (Tá vendo que sou uma boa menina?) 
Venha comigo, vou te mostrar tudo o que há de mais alegre e divertido sem deixar de ser politicamente correto!
Venha curtir o melhor Natal da sua vida! Vamos tomar muito vinho e celebrar! Que tal? \o/
Fico no aguardo da resposta!
Obrigada pela atenção Papai Noel!

De sua querida

Cris


P.S.: Não esquece do meu presente tá? Anota aí direitinho: 
Uma caixa com 12 garrafas de vinho.
3 grades de cerveja Skol.
E uns tira-gostos (esses o senhor escolhe tá?)

Beijooo


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eu não quero ser perfeita...



...Eu só quero ter o direito de ser eu mesma!
Eu, com meus defeitos e qualidades. Com meus medos e inseguranças. Com meu gênio forte e com minha forma doce de lidar com a vida.
Eu não quero ser MAGRA, eu gosto de como sou. E tenho direito de ser assim.
Eu não quero ser o que as pessoas QUEREM QUE EU SEJA. A forma que sou é um traço da minha personalidade, não cabe a ninguém, só a mim. E a sociedade não precisa me julgar. Só me aceitar.
Eu quero dar MINHAS GARGALHADAS ALTAS sem ter que ouvir piadinhas escrotas, eu sou assim... Não, não tô querendo aparecer... Apenas essa é a MINHA FORMA DE SER FELIZ, de achar engraçado... Se te incomoda, perdoe-me, sei que você não está acostumado(a) com alegria! Mas me aceite.
Eu quero poder falar 1001 BESTEIRAS! Se você achou imbecil, ria disto! Pois, com toda certeza, eu também achei minha asneira engraçadíssima!
Se eu estou quieta, CALADA, e você já perguntou o que eu tenho e eu respondi o velho e bom "nada", aceite. Eu também preciso de um momento de introspecção, todo ser humano necessita de um momento consigo mesmo! Se eu tiver vontade de falar sobre o assunto, em algum momento eu vou te procurar e falar.
E não me JULGUE pelo que eu gosto, ou com quem eu ando... Eu sou muito mais do que seu olho-julgador vê, na verdade, não me mostro pra todo mundo, só quem merece me conhece realmente...
Sou a típica capricorniana, me esforço muito pra ATINGIR MEUS OBJETIVOS, ainda que, nessa caminhada, eu te deixe um pouco de lado, não diga que não me importo com você por isto, entenda, eu apenas estou batalhando o meu pão de cada dia... Sei que sou obstinada com trabalho, mas esse é meu jeito, compreenda...
E acredite, se eu realmente GOSTAR DE VOCÊ, eu engolirei sapos e cobras calada, mesmo estando certa, para não te magoar. Mas se eu não topar com a sua cara, serei ferina com as palavras e você não gostará do que irá ouvir. 
Não me GRITE. Odeio. Corres sérios riscos de: 1 - ficar falando sozinha, pois virarei as costas e irei embora. 2 - ouvir o que não quer. 3 - levar uma mãozada no "pédeouvido".  Exatamente nessa ordem de fúria.
Se eu ERRAR, me chame e converse. Não tente me fazer passar vergonha... Eu tenho uma tática de virar o jogo que é infalível.
Enfim, com todos os meus defeitos e qualidades, tudo o que eu faço é consequência dos seus atos. Eu te aceito como você é. 
E você?


P.s.: Foto: arquivo pessoal. Direitos reservados. Foto numa noite especial, um luau com meus amigos da UFAL/Maceió!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Só enquanto eu respirar...


"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
(T.M.)

Ela fechou os olhos quando o abraçou. Respirou fundo para que seus pulmões captassem a maior quantidade possível do cheiro dele. Decorou seu jeito de andar, a maneira de mexer os lábios ao proferir cada palavra, o modo com que movimentava as mãos, a sincronia dos pés. Captou o som da voz de maneira que, seu cérebro não mais   a esquecesse. Marcou, a ferro e fogo, cada parte de seu corpo que ele tocou, para que nada, nem ninguém pudesse os separar novamente.
E ele se foi...
E ela se afundou num misto de falta e desespero. E aquela lembrança doía a cada vez que ela lembrava do cheiro, da boca, das mãos... Uma parte dela morria. A dor da ausência era fúnebre. E o tempo não passava. O som da voz tornou-se um tormento estridente, que soprava em seus ouvidos e deixava-a arrasada. O vazio aumentava...
Chegou o dia da procura. De procurar em outros homens aquilo que só ele tinha. E vagou como que em um deserto... Ora quente, voluptuoso... Ora frio, gélido... Tentou, de todas as formas esquecê-lo... Tirar da cabeça cada instante, cada momento...
Era em vão... Cansou de atirar no escuro. Decidiu viver. E procurava motivos, era música, era dança, era arte, chegou a jogar tudo pro alto e foi tentar algo mais sério.
O tempo passando. Já não mais lembrava do som da voz, do toque das mãos, do cheiro, do olhar. Ainda doía. Era verdade. Mais a dor já não a impedia de ser quem ela se tornou. Sim, antes dele ela era uma. Depois dele tudo mudou. A menina cresceu, virou mulher, tinha suas responsabilidades.
Hoje ela reaprende, dia após dia, a viver sem aquela presença. Luta por seus ideais e até faz planos. Se jogou na vida sem medo de ser feliz. Ignora toda a dor que a faz sofrer com um sorriso, as vezes falso, no rosto.
E uma lição ela guarda para a vida: quando a gente ama, não importa se está presente ou ausente, amor é sempre amor. E isto vai além de distâncias físicas ou espirituais. Não se tem ‘um dia’ para ‘cultuar’ as pessoas queridas que partiram, isto acontece o tempo todo dentro do nosso coração. Não serão flores, ou velas, ou rezas que irão fazer com que ela demonstre o quanto o amava, porque ele, decerto, onde quer que esteja, verá isto a cada vez que ela respirar!


“Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar.”
(T.M.)


Essa música, da banda goiana Mr. Gyn, me ajudou muiiito numa época difícil da minha vida... Então, resolvi compartilhar com quem passar por aqui! Baixem um pouco o volume, pois sou eu mesma cantando e tocando... A gravação ficou muito alta, bem como o tom da música para a minha voz chinfrim! A letra da música vocês podem ver neste site. 

video

Beijos!

/criis

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Doce Novembro...

Que seja doce...
Mais, o seriam das coisas mais doces da vida, sem uma dose de boa vontade para fazer delas perfeitas?
O 'doce' do novembro, independe de qualquer coisa senão de nós mesmos!
É isso!
Precisamos ver as coisas com amor. Com fé. Com bom humor!
Precisamos acordar com um sorriso terno no rosto, desejar Bom Dia para todos, inclusive para si mesmo!
Olhar ao nosso redor, e perceber as coisas boas que nos cercam! Admirar a natureza!
Se estiver calor, tomar aqueeeeeele banho frio e brincar com a água! Se estiver frio, fazer aquela panela de brigadeiro e comer assistindo um filme, com pessoas legais, sem se importar se vai engordar ou não!
Olhar a lua, as estrelas e ver que não há nada mais doce do que o conjunto que constitui o UNIVERSO!
E isso inclui você!
Seja doce!


 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Siga em Frente!



As vezes, na vida, tudo o que você realmente precisa é de alguém que te diga: Eu acredito em você! Segue em frente! Você consegue! Ainda não está bom, dê o seu melhor!

E, de repente, tudo acontece!


"Sempre acredite que um dia poderá se tornar realidade! Dê o melhor de si na vida! Nunca desista por um erro cometido, pois a vida é feita de erros! Erre hoje e acerte amanhã, caia e levante, chore e sorria, mas nunca desista daquilo que te da razões pra viver, os sonhos".     Mayara Castro
.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cansaço

Dias longos...
Tarefas inacabadas.
Deixa pra amanhã...
E pra depois.. e depois...
Acúmulo. Stress.
Fadiga na alma.
Cansaço mental.
Juízo pouco. Muito ocupado.
Sono. Não pode dormir!
Trabalha! Estuda!
Relatórios. Provas.
Artigos. Congressos.
Mais relatórios. Mais provas.
Ter aulas. Dar aulas.
Elaborar provas. Fazer provas.
Corrigir provas.
Cantar. Quarta. Quinta. Sexta.
Sábado chega!
Coloca a vida em dia.
Não dá tempo...
Deixa pra Terça...
Deixa pra depois... e depois...
Cansei!


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O dia de Viver!



Ela colocou seu salto mais bonito, ajeitou a juba, pintou-se em cores novamente, soltou um sonoro putaqueopariu e partiu de peito aberto pra vida!
Era disso que precisava. De viver.
Viver sem se incomodar com a complexidade do rabo da catenga ou com a fome dos camarões brancos. Ela precisava dar-se atenção.
Já tinha disperdiçado muito tempo, força e beleza com palavras que jamais foram absorvidas. Ficaram vagando como almas penadas no ar.
Agora ela fala pra quem quer ouvir. Abraça quem quer sentir.
Novamente assume as rédeas da sua vida, de forma a retomar tudo o que deixou para trás: antigos projetos, estudos, amigos...
Hoje ela é dela. Se pertence.
Hoje é o dia do NÃO!
De não dar satisfação!

domingo, 11 de setembro de 2011

O que você quer?


O que é que você realmente quer?
Quer meu corpo? Minha alma?
Meu olhar? Meu sorriso? Minha voz?
Meus pensamentos, soltos ou dominados pelo medo desenfreado do sentir?
Você quer meus passos? Minha música?
Minha agenda do telefone ou as minhas indagações?
Quer beber? Fumar? Fugir?
Você quer sentir-se em mim? Quer me conhecer ou me ignorar?
Você quer o amanhecer ou a doce penumbra do crepúsculo ao anoitecer?
Quer minha risada? Meu choro? Minhas mágoas?
Me segurar no colo? Correr conta o vento?
Você quer baile de gala na sociedade ou um filme a dois com pipoca e vinho?
Quer um beijo? Sexo selvagem? Quer carinho, afeto ou apenas minha atenção?
Você quer música alta ou o silêncio da minha respiração?
Quer me ter ofegante ou na calmaria de uma brisa suave na beira da praia?
Você me quer nua? Me quer molhada? Quer amor?
Você me quer inteira ou pela metade?
Quer dormir ou passar a madrugada contando histórias e gargalhando até o amanhecer?
Você quer dormir de conchinha ou me deixar esparramar no seu peito?
Quer que eu vá embora? Que te deixe só?
Quer seu espaço? Seu Mundo?
Você quer que eu continue ou que desista?
Quer ir devagar ou quer simplesmente parar?
Quer decidir ou me enrolar?

Você... O que realmente você quer?

Deserto de Ilusões



Minha alma árida anseia por um oásis
Que me trará de volta o verde vida
Que dois olhos roubaram de mim

Hoje, seca, desértica
Clamo solene por ajuda
Que me tragam de volta pra vida
Que me joguem de volta no meu corpo

Pois meus pés não suportam mais vagar
No deserto de ilusões em que meu coração está
E solitário queima ao sol, e angustiado chora só
Num penar dramático em que se é proibido murmurar

Calada estou
Sem vida estou
E o que restou?
somente dor...

/Criis

domingo, 4 de setembro de 2011

Todo som que sai da minha boca é amor...




Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda...
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando!
Coração na boca, peito aberto, vou sangrando...
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando
Quando eu abrir minha garganta, essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa que estarei vivendo
Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante!
Que o teu canto é a minha força pra cantar!
Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda...
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar...

(Gonzaguinha - Sangrando)
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Quando eu comecei a cantar, não tinha noção das proporções em que isto poderia chegar...
Comecei tão novinha... Influência dos primos mais velhos que tinham uma banda de rock! Ahhhhh... eu adorava rock desde pequena! Cresci ouvindo o BOM Rock n' roll: Europe, Scorpions, Guns n' Roses, Bom Jovi, Aerosmith, dentre outras bandas que até hoje gosto! Nesse tempo, aprendi a tocar bateria: Meu primeiro instrumento musical!

O tempo foi passando e eu continuei cantando. Na igreja, fazia a alegria da galera! Mais era um dom inexplorado... Eu era um diamante bruto, que ninguém jamais fez questão de lapidar...
Eu tinha uma potência vocal incrível... Que, com o mau uso da própria, fui perdendo com o passar dos anos... E com isso, eu achava que não poderia mais cantar.

Cheguei num momento crítico em que até mesmo falar incomodava... Era uma rouquidão eterna... Eram nódulos nas pregas vocais... Foi o fim!
O fim da Edite Cristinna Ribeiro e o Início da Cris Ribeiro. Com o tratamento aprendi muita coisa, e pros que pensaram que eu estava acabada, eis que eu reapareço!

Aos poucos vou retomando meu lugar. De uma forma diferente, sem pisar em ninguém, sem fazer de ninguém meu degrau... Apenas fui (vou) aprendendo com os meus erros e crescendo com os meus acertos, sem menosprezar ou diminuir ninguém.
Não vim pra tomar o espaço de ninguém... Estou apenas reconquistando tudo o que perdi pela falta de responsabilidade e experiência do passado...

Sofri demais durante o tempo em que me afastei. Tinha decidido parar para sempre... Até me dediquei a aprender a tocar alguns instrumentos pra não me afastar de vez da música. Com isto aprendi ainda mais. Adquiri um pouco mais de conhecimento e hoje eu vejo isso como um divisor de águas na minha vida...

E pra quem dizia que eu jamais iria cantar novamente, eu digo que o que eu faço hoje está longe de ser apenas 'canto'. O que faço é amor!
Então:

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda...
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando!


É assim. Foi questão de tempo aceitar isso. Agora é pra valer!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Amor de Vidro



Agora eu estou sozinha com as minhas chaves, decidi mudar o rumo, ser meu inteiro, quebrar os muros!
Agora eu to sozinha e me basto em tudo!
Eu só não sabia porque fiz de você meu mundo...
Hoje eu decidi que to voltando pro vermelho... Mesmo que por dentro eu esteja desbotada!
Agora eu to sozinha, com as minhas chaves...
Só quem pode abrir as portas sou eu! E eu quero deixá-las trancadas...
Até que alguém invada!

Vou tirar você do pedestal que eu criei e subi no teu lugar...
Vou quebrar a estátua que ergui, e o templo que escupi pra te eternizar...
Não se pode cultuar o que não é divino!

(Millane Hora - Amor de vidro)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Constatação


“Ele matou-me de dentro pra fora. Permitindo, assim, que eu visse cada parte de mim morrer aos poucos, pra que eu sentisse a dor do meu ser se esvaindo...”
(Criis Ribeiro)


Algumas pessoas conseguem tirar de nós o pouco de paz, de esperança na vida, no amanhã... Nos roubam a alma. Nos jogam na sarjeta... Fazem de nós pessoas mais duras, sem muita fé na vida...

Mais enquanto houver amanhã, enquanto houver força dentro de mim, mesmo destruída eu ficarei de pé!
E tantas vezes eu caia, rasteje, fique com a cara na lama... Tantas vezes levantarei, espanarei a poeira da minha alma, e darei a volta por cima!

Porque a força que existe em mim, é muito maior que os desejos famintos de alguns pela minha destruição!

/Criis

segunda-feira, 4 de julho de 2011

All I Could Do Was Cry



“No fundo sou sozinha. Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves. Por favor me poupe. Estou tão só. Eu e meus rituais. O telefone não toca. Dói. Mas é Deus que me poupa.”

Clarice Lispector


E esses dias só Clarice pra me ajudar! Fora ela, Tati Bernardi e Etta James também deram sua contribuição... Ahhh com o patrocício do vinho Quinta do Morgado (Cachaça de uva... kkk)... Que é pra esbagaçar logo de vez!

Com vocês a música da semana: All I Could Do Was Cry (Tudo que podia fazer era chorar) (Letra e tradução aqui)
Ouçam... É o mais puro e digno Jazz... É lindo... E não faz mal nenhum!
Ouça, beba e chore também... é bom 'pras vistas' e pro tal coração! rs

É isso... diante delas, eu me calo!
Espero que as coisas melhores!
Sem mais!
Beijos!


"Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz"

Tati Bernardi

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu apenas queria...



Eu apenas queria que você vivesse um dia de cada vez...
Um dia com calma, outro com surpresas, mais um com alguns probleminhas e, que nesse dia, você não levasse tudo isso tão a sério!
Queria que todos aqueles sorrisos que eu vi saltar dos seus lábios voltassem a eles, tal qual o vai-e-vem do mar na enseada ao entardecer.
Queria que os seus olhos brilhassem como a luz do luar... Iluminando, assim, a sua vida!
Queria que você voltasse a se divertir, a viver, a brincar, a sorrir... Queria que você se libertasse, e vivesse a sua vida em função de si próprio, não dos outros...
Eu queria poder enxugar as suas lágrimas como antes, queria poder oferecer o meu colo e te ouvir apenas soluçar num silêncio profundo. Queria que você tivesse acreditado quando eu olhei nos seus olhos e disse que estava tudo bem, que tudo ia dar certo... As coisas só acontecem quando nós acreditamos nelas!
Eu queria poder arrancar do seu peito essa dor, que dói em você e mata a mim. Queria ter o poder de te fazer esquecer de tudo o que te faz crer que você não precisa mais viver. Porque você precisa!
Queria que você entendesse que a vida é uma dádiva... Que este é o maior presente que Deus nos dá! Ele o renova a cada amanhecer... Que tudo o que vivemos é prova de que somos fortes o suficiente para ir em frente e tentar ser feliz.
Que a felicidade não vem de uma vez, ela vem devagarzinho, nos preenchendo... as vezes esvaziando, mais nunca deixa de estar por perto.
Queria que entrasse nessa sua cabeça o quanto você é especial, o quanto é amado, querido, por seus amigos e família. Que todos estão, de sua forma, orando e enviando energias positivas para você, para que saia dessa, para que viva a sua vida plenamente, para que prossiga e tenha êxito no futuro.
Eu, realmente queria que nada disso tivesse acontecido... E quero que saiba que, esteja eu onde estiver, estarei orando por você, orando com toda a fé que tenho em mim... rompendo madrugadas entoando os mais lindos louvores ao altíssimo, com esta voz que Ele me concedeu, para que a sua vida seja transformada, para que sua dor seja sanada e as cicatrizes fechem.
Esteja você onde estiver, saiba que em algum lugar do mundo, alguém se importa com você, e ora pelo seu bem estar e pela sua felicidade. E que eu trocaria de lugar fácil para jamais vê-lo sofrendo.
Um dia eu prometi. Eu cumprirei.
Não importa se eu estiver longe. Não importa se eu estiver triste, sofrendo, com raiva...
Eu queria. Eu pagaria para, apenas, te ver feliz outra vez.

Deus estará contigo nas noites insones, e enxugará todas as lágrimas ocultas com o Seu amor. Deus é o Deus dos valentes!
Fé. Força. Coragem. Tudo certamente VAI PASSAR!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Escolhas



Quando eu te escolhi, eu escolhi meio sem pensar...
Na verdade eu nem sabia que estaria escolhendo você. Nem pra que eu te escolhia...
Eu só queria que você estivesse bem. Eu escolhi cuidar de você.
E assim o fiz pelo tempo que você se deixava ser cuidado...
Depois, eu escolhi me afastar... E acho que você também...
Eu escolhi sofrer, você mentir...
Eu escolhi chorar, você sorrir...
Eu escolhi viajar, você comemorar...

Agora eu escolhi olhar para frente, você para trás...
Eu escolhi ser feliz, você viver triste...
Eu escolhi viver, você morrer... Pois morrer por dentro também é uma escolha!
Eu escolhi não mais me importar... Não mais fingir... Não mais ligar...
Escolhi também não mais escrever... não mais pensar...

Eu escolhi cuidar de mim... não mais de você...



P.s.: Se cuide!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fênix


Quando ela decidiu se afastar, tudo já estava traçado. O fim já era fato, mais a ilusão a embalsamara, deixando-a além do mundo real.
Ela se fez forte. Não ligou, não chorou, não se lamentou.
Fechou-se em um mundo irreal de onde não queria mais sair. Era cômodo não sentir dor.
O tempo foi passando e os dias esfregando a dura realidade na cara, na alma e no coração. Aquilo que ela fingidamente aceitara sem dor, começava a incomodar.
E o mundinho começou a ruir... Tudo desabara em sua cabeça. Realmente tinha sido deixada para trás, tal qual poeira no deserto... Agora era o seu coração que estava deserto...
E isso doeu, doeu tão fundo... Mais ela aguentou. Calou a dor com um sorriso e tocou uma melodia bem intensa, como que tentasse incubar mais uma vez aquele turbilhão de sentimentos guardados de outrora.
Foi derrubada por si mesma.
A dor de não ter desabafado agora lateja. Na mente, o arrependimento de não ter esbravejado, chingado e esperneado quando deveria.
Ela desejou sumir. Ela desejou morrer.
Não por conta do acontecido. Mais por conta de sua pseudo-burrice de ter guardado para si o veneno que deveria ter sido injetado em sua presa.
Não deu o bote. Agora agoniza com sua propria dose letal.
Não morrerá, mais matará dentro de si aquele que deveria ter sido enterrado a tempos.
Dentro de si a certeza de que, ao se levantar, estará ainda mais forte!


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Recomeçar


Eu quero vomitar na tua cara cada palavra que eu engoli a seco, quero poder gritar aos 7 ventos tudo aquilo que você mais quer esconder.
Quero voar com a mesma intensidade de uma águia jovem, liberta, leve...
Quero sorrir novamente com todos os dentes e forças. E esquecer todo esforço que outrora tive de fazer para fingir felicidade.
Quero pular até cansar as pernas. Quero gargalhar até doer a barriga!
Necessito de um sopro de vida novo. De novas razões, novos rumos...
Preciso tomar posse da minha vida. Colocar este trem descarrilado nos trilhos e seguir em velocidade máxima com destino a felicidade!
Quero correr sem rumo em um dia de chuva, e secar ao sol as lágrimas que jamais caíram.
Quero amar novamente, e ser amada. Quero reciprocidade.
Quero esquecer os carnavais passado, esquecer as dores, os amores, os terrores...
Quero recomeçar! Quero te esquecer!
Quero só te dizer, que tudo está tão bem, tão melhor agora!
O céu está mais bonito, mesmo quando está nublado. As gotas de chuva cantam uma bela canção que fala de amor... Fala de uma paz que eu não sentia... De um sossego que eu não tinha!
Recomeçar. Reinventar.
Isso é crescer! É viver! É querer!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um brinde a nós!

"Chove... pode chover! Preciso de chuva no rosto pra lavar esses pontos de interrogação que insistem em aparecer..."
(Brenna C.)



[...] Quando ele foi embora naquela noite fria eu sabia que não o veria mais. Quando eu pedi pra que ele não sumisse, tinha plena certeza de que era justamente isso o que iria acontecer. E foi!
Saiu da minha vida do mesmo jeito das outras vezes: sem explicação. E pra que explicar o que não se explica?
Pena que dessa vez não me fez a mesma falta... A gente se acostuma com as coisas, mesmo as ruins... Eu me acostumei a isso.
Dessa vez, não me deu vontade de procurar. Não me deu vontade de ir atrás, de ligar, de falar...
Dessa vez eu entendi. Quer ir? Tá massa! Valeu!
Não vou mais sentir falta do que nunca tive... Do que não me pertence, do que não se importa comigo...
Pra você, deixo apenas o meu Adeus... É a única coisa que posso dizer, é a unica coisa que tenho para você hoje!
Hoje chove...
Eu poderia sentir aquela saudade do abraço, do beijo, do calor, mais não...
Eram abraços e beijos vazios, e vazio é uma coisa que não preenche, porque não existe nada a oferecer.
Eu não sinto dor, nem falta, nem me preocupo, não procuro mais...
É uma procura no escuro por alguém que não quer se achar... Só lamento...

Hoje chove... E vindo pra casa sentindo a chuva na cara eu percebi que já não precisava mais da sua presença na minha vida... Fiz uma reflexão dos últimos dias em que me diverti tanto que, olhe só, acabei esquecendo de você!
Hoje eu vou abrir um vinho...
Seria triste fazer isso e lembrar de que era com você que eu brindava...
Mais dessa vez será diferente!
Eu bebo só, brindo só, comemoro só...
Afinal, quem quiser brindar comigo, agora terá de fazer por onde merecer o meu 'tintin'!

Portanto, um brinde a nós!
A tudo o que a gente não foi!
Um brinde as raivas que eu estou deixando de ter, as lágrimas que eu estou deixando de derramar, e as palavras que, em vão, eu iria falar...
Um brinde solitário a mim e a você!
A mim por ter, finalmente, tomado a atitude de te esquecer. E a você por ser, novamente, covarde o suficiente para não olhar nos meus olhos e, dessa vez, me escutar pronunciar cada sílaba da palavra adeus!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Da série textos fodásticos³


"Cansei de gritar e resolvi latir"




Como é horrível ser um animal. Um animal menininha. Usar vestidos, fazer as unhas, pintar os lábios, andar pisando leve. Por dentro, esse animal com fome, desesperado, selvagem, irracional.
Que bom dia que nada, cara. Que boa noite, que muito obrigada. Por que você não vem me amansar? Rasga o vestido da menininha, rasga.
Mata essa fome que eu estou de engolir seu ego, de te deixar perdido, de acabar com essa sua panca, essa sua distância.
Que se dane o esmalte falso das minhas unhas, eu que já guardei restos de células mortas da sua pele. Tira essa cor inventada da minha boca, esse tom estúpido de flor artificial. Faça ela ficar cheia de sangue vivo, entreaberta entre um grito e um riso. Tira esse meu andar leve e ereto, me entorta, me coloca do jeito que você gosta.
Que bom dia que nada, eu vou latir no seu ouvido se você achar que tem o poder de me magoar.
Para que ferir meu coração se você pode ferir o meu útero? Para que dominar minha cabeça se você pode dominar o mundo pequeno e errado que eu inventei?
Eu que me faço de bem resolvida, por dentro são palpitações, são vozes de incentivo ao ataque, é calcinha de moça marcada por tanto desejo.
Eu que um dia vou ter que ser mãe, que um dia vou ter que aprender a escrever. Eu que preciso ser levada a sério, preciso perceber que sou sozinha, preciso cuidar de mim. Eu que agora me atraso mais um pouco, sendo apenas instintiva.
Olhando você e só querendo correr de quatro até sua canela e morder toda a lógica dessa frieza.
Querendo te enfiar dentro de mim para preencher o vazio de ser incompleta.
Para sempre a vida me deve, e eu devo tanto a ela.
Querendo calar as batidas do meu coração ansioso com nosso atrito desesperado por minutos de paz.
Para sempre o silêncio, de quem não pode pedir, mas morre de desejo, de quem acaba de conseguir, mas morre de culpa.
Olhe para mim, me dá ração que eu estou morrendo. Olhe para mim, me deseje de novo porque eu estou murchando...
Ou apenas venha me distrair, apenas esqueça todos esses poemas falsos. Esqueça todas essas justificativas sofridas para uma simples vontade de deitar com você de novo.

Tati Bernardi


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E ela, mais uma vez, consegue expressar EXATAMENTE o que eu estou sentindo...
PUTAQUEOPARIUUUUUUUUUUUU

Sem tirar nem pôr, é issoaê!

Beijos!


/criis

segunda-feira, 2 de maio de 2011

E eu que sou quase de ferro...



Me sinto um corpo sem alma... vagando... vagando...
A espera de algum ser de alma caridosa que me salve. Mas ninguém salva...
Eu que fui tão cheia de vida, tão sonhadora... me tornei este ser desconfiado... quase amargo.
Um quase misto de quase tudo que eu nunca quis ser.
Eu que corria pela praia com aquele sorriso de moleca de 5 anos quando vê um picolé, hoje apenas caminho sem direção olhando pro nada...
O vazio do meu ser me consome... Me deixa estéril.
Um tanto quanto sobrenatural.
É como se eu soubesse o que vai acontecer. Porque a minha vida é um replay sem fim...
Tudo se repete, e eu ainda não sei lidar com isso.

Ahhh se as pessoas soubessem que por dentro da minha armadura de ferro habita um ser dócil, terno e amoroso... Mais nem eu sei como abrir esta tal armadura. Como sair dela? como?
A cada dia eu vejo novamente aquele velho filme passando, as cenas se repetindo...
E eu, a protagonista e autora desta história não tenho sequer forças pra mudar o enredo.
O mocinho fugiu com a mocinha e eu sou a vilã.
Sempre fui a vilã.
As vezes até gosto!
Vilões sempre são mais emocionantes! \o/
Pena que acabam sozinhos, presos, são sempre errados e ninguém quer chegar perto!

Eu só queria me sentir EU de novo.
Talvez as quedas da vida me fizeram endurecer. Eu já fui a mocinha.
Já fui querida, amada... Mais fui enganada, me perdi...
Agora, tudo o que quero, é encontrar o caminho de volta... Pra dentro de mim mesma!

/criis

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sentimentos alados

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."

Clarice Lispector


E mais uma vez um desencontro de idéias...
Ela, mais uma vez desistiu.... Ele, mais uma vez não se deu uma chance...
E passaram-se os dias... A cada toque do telefone, um calafrio percorria o corpo dela. Não era ele... Não seria...
A mágoa tomou de conta do seu coração... Consumindo a ultima gota da sanidade que ela preservara.
E a vida seguiu. Ela viveu como antes, as mesmas festas, as mesmas pessoas e até as mesmas bebidas tornaram-se parte do seu processo de ocupação mental, um modo de fingir para si própria que tudo estava indo bem.
Ele se ocupou, também soube aproveitar cada minuto sem a necessidade daquela voz que o fazia, por vezes, esquecer os problemas e dar risada da vida...
Eles lembraram, sim, dos dias em que sorriam, brincavam e conversavam, mais a decisão estava tomada... ninguém queria voltar atrás...
E teve o dia da raiva, o dia da falta, o dia da superação e o dia de não mais suportar aquela ausência... O dia de quebrar o orgulho: Ela ligou.
Num momento de carência, fraqueza, saudades... Ela desejou ouvir de novo a voz...
Aquela que ja fazia parte da sua rotina, que a fazia rangir os dentes de raiva ou gargalhar de alegria...
E a voz foi receptiva... Ele também quis vê-la.
E tudo recomeçou, ele quis vê-la, sentí-la, tocá-la. Ela, que jamais escondera que muito a agradava aquela companhia, aceitou-o de volta.
Mais dessa vez estava tudo tão diferente... Ela sabe que isto não durará para sempre... Quando esta fase irá passar?
O medo de sofrer é o seu maio pesadelo. Ela não quer se apegar. E se ele for embora novamente? Não... Dessa vez será tudo de outro modo. Outras atitudes, outros sentimentos.
Muitas perguntas rondam sua cabeça... Porque ele voltou? Será que também sentiu falta? O que ele realmente quer?
As respostas pras demais ela não tem.
Mais a resposta da ultima pergunta sim: Ele não quer você.
Simples assim...
Ilusão? Não.
Necessidade de estar junto talvez...
O fato é que a bela moça está presa a uma linha invisível de um sentimento descontínuo, do qual ela mesma não sabe explicar...
E ele, que tenta afastar uma presença que torna-se, a cada dia, mais necessária a sua vida. Não de uma necessidade contínua, mais uma dependência física, psicológica.
Ambos apesar de não admitirem, necessitam um do outro ainda que apenas uma tênue presença, seja ela real ou imaginária...
E o amor? Não existe... Tudo isso está muito além da hipocrisia do que se chama 'amor'. É um sentimento alado, um dia ele vem: forte, intenso... No outro se esvai feito água nas mãos...
Talvez seja mais, talvez seja menos... Talvez nem exista!
A palavra certa pra definir?
P-A-R-C-E-R-I-A.

/criis

segunda-feira, 21 de março de 2011

Da série: Textos Fodásticos²


"(...) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...

Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."

Tati Bernardi

sexta-feira, 18 de março de 2011

Desabafo¹: O encontro consigo mesma e o recomeço.

Ela teve tantas fases depois que tudo terminou...
Teve a fase da irradiante loucura libertária, aquela fase pós-fim na qual nos entregamos sem pensar pra tudo o que vier. Festas e festas e festas... bebidas, bebidas e bebidas...
Queremos fazer tudo o que não nos era permitido e o diabaquatro. PASSOU.
Depois teve a fase da falta. Da depressão. Do: "como eu vou viver agora?"
Passou por essa fase sem demonstrar. Sofreu sem chorar. Foi 'forte', mais nunca se libertou.
Aí veio a fase do costume, a gente vai pouco a pouco acostumando com a ausência. Acostumando com a dor, aí mandamos o mundo tomar no cú e nos sentimos muito bem com isso.
Daí a gente aprende a viver novamente, a andar sozinha, a tocar os pés no chão, a ser dona de si, a obedecer ao que der na telha.

Ela voltou a viver. O sopro de vida retornou.
Porém aquilo não estava morto, ela apenas guardou a dor. Num cantinho em que jamais seria mexido. E conviveu com ela todos esses dias... anos..
Ela foi feliz. Sorriu. Se apaixonou.
Brincou, bebeu, VIVEU.
Mas nunca tirou a dor de dentro de si. E de vez em quando aquilo voltava pra amargurá-la...

"ALGUÉM

Alguém me levou de mim
Alguém que eu não sei dizer
Alguém me levou daqui.
Alguém, esse nome estranho.
Alguém que não vi chegar
Alguém que não vi partir
Alguém, que se alguém encontrar,
Recomende que me devolva a mim."

Padre Fábio de Melo

Ela precisava de ajuda, de alguém, que despertasse nela o desejo de ser diferente.
Suas amigas foram seu porto seguro. Algumas tornaram-se mãe, irmã e até inimiga.
Encontrou apoio, colo. Só não encontrou consigo. Ela não estava lá...
Ela ainda se recusava a falar. Ela só queria esquecer, e falar competia lembrar.
Mais quem disse que ignorar é esquecer?
Ela ia levando, vivendo, penando e sofrendo.

Sua família ainda lembrava dele. Amavam ele. Ela nunca o amou. Ela deixou de se amar por ele...
Ele era um fantasma. Que assombrava, e que fazia sofrer pelo simples fato de ter existido.
Vinham as comparações dolorosas. Aquelas das quais eram impossíveis fugir, afinal ele tinha sido sua única referência de vida até então. A sequestrara. A mantinha no mesmo cativeiro de antes. Mas dessa vez a porta estava aberta. Mas porque não saía então?
Ela também não sabia. Não sabia o que a prendia, não sabia sequer porque continuara presa naquele passado que... Passou!

É isso, P-A-S-S-O-U!

Precisava se dar conta. Precisava se dar uma chance.
Raiva não tinha. Amor também não. Então? O que a prendia?
A dor. O medo. O talvez. A incerteza. O Trauma.
Tudo preso dentro dela e ela fingia que estava bem.
Tanta coisa boa passou depois disso e ela continuava com as comparações... Com os medos e com as lembranças...
Deixou de ser uma pessoa doce. Deixou todo o romantismo que tinha.
Tornou-se outra. Amarga, dura, fortalecida pela dor que ainda a atingia.

Aí ela chorou. Chorou por ela, por todos esses anos de dor e angústia, de medo e incerteza.
Chorou por ter ficado com seqüelas tão grandes que nem mesmo o tempo foi capaz de apagar.
Chorou por nunca ter chorado. Chorou por ter engolido o choro tantos anos.
Chorou apor se fingir de forte quando apenas precisava ser fraca. Chorou por ter desperdiçado tempo. Chorou por não se reconhecer mais...
Era um choro de dor. De mágoa.
Estava magoada consigo mesma por estar ainda presa quase 4 anos depois do fim.


Mais agora tudo mudava. Pessoas a ensinaram a deixar pra trás o passado, a enterrar seus medos, a se (re)descobrir novamente...

E é isso que ela vai fazer...

Ela, a partir de hoje, vai VIVER. Vai dar uma chance a si mesma. Vai recomeçar do zero. Vai queimar o passado. Vai, antes de tudo, amar a si mesma!

Egoísmo

Sinto falta de você.
Mas o que sinto falta é de tudo o que é seu e me falta.
Sinto falta de minhas faltas que em você não faltam.
Sinto falta do que eu gostaria de ser e que você já é.
Estranho jeito de carecer, de parecer amor.
Hoje, neste ímpeto de honestidade que me faz dizer,
Eu descobri minhas carências inconfessáveis que insisto em manter veladas.
Acessei o baú de minhas razões inconscientes
E descobri um motivo para não conitnuar mentindo.
Hoje eu quero lhe confessar o meu não amor, mesmo que pareça ser.
Eu não tenho o direito de adentrar o seu território
Com o objetivo de lhe roubar a escritura.
Amor só vale a pena se for para ampliar o que já temos.
Você era melhor antes de mim, e só agora posso ver.
Nessa vida de fachadas tão atraentes e fascinantes;
nestes tempos de retirados e retirantes, seqüestrados e seqüestradores,
A gente corre o risco de não saber exatamente quem somos.
Mas o tempo de saber já chegou.
Não quero mais conviver com meu lado obscuro,
E, por isso, ouso direcionar meus braços
Na direção da dose de honestidade que hoje me cabe.
Hoje quero lhe confessar meu egoísmo.
Quem sabe assim eu possa ainda que por um instante amar você de verdade.
Perdoe-me se meu amor chegou tarde demais,
Se meu querer bem é inoportuno e em hora errada.
É que hoje eu quero lhe confessar meu desatino,
Meu segredo tão desconcertante:
Ao dizer que sinto falta de você
Eu sinto falta é de mim mesmo.

Padre Fábio de Melo(Quem me Roubou de Mim)


/criis

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quem é ela?


Ela era diferente de todas. Tinha um sorriso só dela. Tinha um jeito de ser só dela.
Ela se sentia só. E na sua solidão se refugiava em si. No seu mundo ninguém entrava, era restrito. E ela pensava estar segura ali.
Um invólucro invisível onde apenas ela sabia onde estava. Mais não estava. Não existia.
Do pedestal do seu mundo ela criou sonhos, cidades, pessoas, jeitos, tipos e coisas. E vivia feliz, passeando num jardim imaginário... Pisando em flores, rindo com os amores...
E como haviam amores... Ela era amada, ela era desejada, isso a fazia sentir-se mulher as vezes... Mas também gostava de ser menina. De brincar, de rir.
Lá ela via o nascer do sol, brincava com as águas do mar, deixava-se levar pelo som das ondas.
Ela via o sol se pôr... Ela ficava triste, mais logo vinha a lua para alegrar sua noite. Ela sorria feliz.

Um dia ela resolveu sair do 'seu mundo', se arriscar, viver igual aos outros.
E se despiu da máscara do seu sonho. E chorou pela primeira vez.
Aquela lágrima quente percorria seu rosto, de modo que a inundava de um desespero sem fim.
Ela não entendia o que via, o que sentia agora. Fora tão feliz em seu mundo.
Agora o jardim não existe mais. E não mais pisa em flores... Apenas sente o ardor dos espinhos cravados em sua pele. Não ri com os amores. Não é mais amada. Não brinca.
Não nota sequer a presença do sol, não fica mais feliz com a lua...
Agora tudo é um tic tac sem fim. Uma corrida contra o tempo.

O que ela vai fazer agora? Quem é ela?
Olha-se no espelho e vê refletida uma imagem assustadora. Sim, é ela.
Uma imagem diferente daquela refletida nas águas dos lagos. Não é mais a mesma.
As feições se parecem, mas algo está errado. Ela não se conhece.
Quem viveu por mim até aqui? Quem sou eu? O que fiz?
Hoje ela tenta se encontrar. Aquela imagem a fez perceber o quanto andou distante de si mesma.
Ela quer fugir. Mais esta fuga é de si mesma novamente.
Ao passo que deseja enfrentar. Seus medos, seus fantasmas, seus traumas.

A doce menina, aquela dos sorrisos soltos, ela hoje quer, mais do que nunca, saber quem realmente ela é...

/criis



Créditos da foto, perfeita, que usei: FLICKR da Janete Anderman

segunda-feira, 14 de março de 2011

A hora do fim...


Da angustiante hora do fim
Eu olho pra você, você pra mim
O coração olha ao redor
E mente. Demente.

Diz pra mim que ainda há tempo
Diz pra você que ali na sua frente
Tem alguem que sorri e mente
Disfarces de quem quer esconder
O que tá na cara, dá pra ver.

Na ausência de um o outro chora
E quando se fala adeus, implora.
Um não-se-vá silencioso
Aperta contra o meu o teu rosto
Dizendo com o olhar
O que a boca não consegue proferir.

Delícias insanas de um beijo roubado
Do toque aveludado de mãos nervosas
Meus olhos. Teus olhos. Sentidos.

Era a hora do fim
Um fim que recomeça
Cada vez que e teu abraço me aperta
E sem forças eu espero novamente
Pela proxima vez de te deixar partir.

_________________________________________________

Dia Nacional da Poesia hoje!
\o/
Taí a minha contribuição!

Beijos a todos!

/criis

Não quero mais brincar de esconde-esconde...

Verbo

es.con.der

  1. pôr em lugar onde fique oculto, onde não se veja ou haja mais dificuldade em ver ou encontrar.
  2. cobrir ou ser coberto de modo a não ser visto.
  3. manter em segredo, não divulgar.
  4. não mostrar ou não se dar a mostrar.


Isso é esconder...

Nunca gostei de brincar de esconder... Eu nunca era achada... Sempre era esquecida lá no meu esconderijo.
E tenho plena certeza de que novamente serei.
Mais uma coisa é esconder determinada coisa de todos, e outra é esconder de si mesmo. Isso não é esconder, é se enganar... Quando metade do mundo já sabe, não é esconder.
Eu sou a escondida. Aquilo que não pode ser revelado. O que está em um lugar oculto. Sou mantida em segredo. Não divulgada. E quer saber? Isso DÓI muito mais que ser trocada... que ser enganada... ou qualquer coisa do tipo!

Já me perguntei tanto porque ainda estou nessa... o que eu ganho com isso exceto uma dor no âmago da minha alma? Não uma dor por gostar, talvez... Mais uma dor por ser o sujeito oculto da oração...
Mais se é assim que os fatos se apresentam diante da realidade, vou fazer o que? Não queria mais brincar de esconde-esconde...

Eu prefiro pega-pega (6).

/Criis



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Bom, hoje é o dia da poesia... mais primeiro eu precisava desabafar.
Logo mais eu posto minha poesia pra comemorar este dia!

beijos!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Segundo Post do dia...

Ouvindo aqui minha musa-orixá Maria Bethânia, amo quase todas as musicas dela... Mais hoje uma caiu como uma luva: Meu estúpido Jeito de amar.

Daí me lembrei de um poema que ela recita num vídeo que vi no youtube daí resolvi postar aqui.

Eis o poema:

“Você não me conhece...
eu tenho que gritar isso porque você ta surdo, e não me ouve...
A sedução me escraviza a você...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais preso ao que eu criei...
E não a mim...
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome, eu tenho...
Você é um rosto na multidão, eu sou o centro das atenções...
Mais a mentira da aparência do que eu sou, e a mentira da aparência do que você é, por que eu não sou o meu nome... e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação... através da aceitação da distância e do reconhecimento dela...
Entre eu e você existe a notícia, que nos separa...
E eu quero que você me veja a mim... eu me dispo da notícia...
E a minha nudez parada, te denuncia e te espelha...
Eu me delato... tu me relatas...
Eu nos acuso... e confesso por nós...
Assim me livro das palavras com as quais você me veste...”
(FAUZI ARAP)




'Ele me arregaçou. Alma. Coração. Mente.
Aquilo não era coisa normal. Era astuto, viril e um tanto ameaçador.
Ele fixou em mim um par de olhos famintos. Olhos que jamais encararei novamente.
Por medo. Terror. Ao lembrar que me entreguei a eles. Por saber que aqueles olhos devoraram meu corpo e dilaceraram minha alma. Deixando-me machucada, caída, jogada aos urubús... Tal qual carniça, ferida, aberta, sangrando...
Isso tudo poderia ser apenas devaneio meu... Mais ainda sinto o toque do teu olhar, o calor das suas mãos e o suor do seu corpo... E isso sim, dói feito ferida aberta.
Enquanto tu choras por um passado que tu mesmo deixaste passar, eu finjo sorrir pelo presente que me faz sofrer.'

/criis

See you Later

Pois... hj é um novo dia... Tudo vai mudar agora...
Chore enquanto houver dor, arrependimento e saudade. Ou seja lá o que você esteja sentindo neste momento...
Enquanto isso eu sorrio, vivo e aproveito cada momento como se fosse o ultimo! Não posso sofrer com você... Eu até quis ajudar. Mais há uma cerca elétrica entre nós.
Agora a vida bateu novamente na minha porta, e, mesmo com dor, eu abri. E deixei-a entrar.
Quando você resolver sua vida, quem sabe eu abra a porta pra você novamente!
Mais não demore muito pra se curar.
Eu posso ter me curado primeiro e aí será tarde demais!

Não é Goodbye my almost lover... é see you later!


"Não é um adeus definitivo...
preciso de tempo
vou sair pelo mundo!
vou viajar, estudar.
vou curar as feridas da alma...
e também do coração..."




Meu dia-dia é mais tranquilo até o momento em que minha cabeça me leva até você. Minha cabeça me trai, o coração aperta, a atenção esvanece o frio na barriga... Com tantos sintomas a saudade até parece doença, mas sei que a cura é a sua presença...

Bob Marley




sábado, 5 de março de 2011

Oh triste Colombina...


Estava ela, triste Colombina, sentada à beira de sua própria dor.
Colombina, menina, tu sofres. Sofres com uma dor que não sabe sentir.
Sofre como quem prevê o que ainda há por vir...
Uma dor sufocante toma seu corpo em ondas de pavor, e ela chora.
Colombina... Triste menina, triste sina.
Amar sem ser amada. A história se inverteu...
Trocou o Pierrot por Arlequim e morreu...

/criis

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Saudações Capaxianas pra ti então!²

Hoje foi um dia bem legal... Inclusive do ponto de vista produtivo! rs
Sendo assim, de bobeira no twitter, msn com meu amigo gênio Jeclysson Taboca, saiu esse texto fofo de quem apenas quer fugir da sua realidade...
Cópia igual ao que está no blog dele




Nas ondas inimagináveis de Capax
Foram despejados dois sem juízo
Uma com corpo alma e lamento
E outro apenas contando com o movimento
Balançando dentre os cometas...
Registrando com simples canetas...
O que seria o dia que passou...
Se não houvesse tanta discórdia no mundo,
Se não houvesse mundo pra essa espécie,
Seres que sobem e descem de todos os cantos
Mais poucos conseguem tocar a todos os seres com o seu próprio canto
Entre as estrelas, pó de galáxia...
Sentiram-se fora de órbita... Um canto sem jeito,
Cores albinas, desceram á terra pra cumprir novas sinas.
Sinas e sinos soaram... nos lençóis intergalácticos ...
Mentes em automático começaram a despertar pra o que estava por vir...
Vi uma luz no fim do meu túnel e também vi sombras a se dissipar ...
Pois estava lá descendo e gritando como o pipoco do trovão, Criis Ribeiro com a chave do céu na mão!
Numa mão insana de quem nunca tocou sequer um ventilador ou a poeira estelar.
Solavancos relapsos de um imaginário fértil...
Gestos, jeitos, chaves, portas era Jéclysson Taboca na realidade porca de um mundo que nunca existiu...
Ah quem diga que já sorriu...
Se deslumbrando nesse mundo utópico mais de muito bom grato para essas mentes vil.


Por:Criis Ribeiro e Jéclysson Taboca...(parceria forte...hehehe)

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Espero que seja a primeira de muitas!
beijos carinhosos!

/criis

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Defeito ou qualidade?

''Eu sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gosta ou não sabe gostar (apesar de eles nunca me deixarem em paz). Eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma, dos meus medos.

Basta eu ver um sinal de luz recíproca no final do túnel que mando minhas zilhões de luzes e cego todo o mundo. Sou demais. Ninguém entende nada. E eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas dane-se. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer. ''

Tati bernardi


Isso consegue definir E-X-A-T-A-M-E-N-T-E o que eu sou e sinto.

Sou louca. Falo pelos cotovelos, quase sempre alto. Tenho uma risada estrambólica. Sou independente de opiniões. Quase sempre segura de mim mesma. Forte. Decidida. Intensa. Por vezes um tanto desbocada. Falo o que me vier à mente. Quebro a cara, mais seguro o sorriso até o fim. Falo de sexo como que dá bom dia. Não tenho vergonha de ser eu. Sou sincera. Trabalho pra caralho. Estudo pra cacete. Corro atrás dos meus objetivos. Canto. Toco. Batuco. Tomo todas e ainda saio sóbria. Não sou fútil. Por vezes vaidosa. Dinamitosa. Trepidante. Cariocárica... Simpática. Me dou bem até com leões. Comunicativa. Não sou muito ciumenta. Não MUITO. Tenho instinto maternal. Sei lavar, passar e cozinhar. Faço o diabaquatro...

E PORQUE CARALHOS eu vivo sozinha?
Porque gota serena (ah não quer ler palavrão sai daqui... ¬¬) é que os homens me vêem como a 'amiguinha', 'legalzinha', 'topadinha'...

Ah vá!

Meu defeito é não ser sonsa? Ahhhh me desculpe... EU NÃO SEI FINGIR!

Onde infernos está esse 2%?

Pedi um príncipe num cavalo branco... Hoje em dia nem precisa ser príncipe e pode até vir de pé mermo calçado numa havaiana...

...Mais até agora só me mandaram um jumento cinza! =/

Ahhh Celestino... tu não és o que eu tanto esperava. Sorry!

Enquanto isso vou cantando feliz: ‘de quem é esse jeeeegueeee...’

E nem vem me pedir pra beijar um sapo... Já beijei sapo, sapa, girino, jibóia, Lagarta de fogo, pato, ganso, até uma girafa... e nada!

DESISTO!

É o que dá ser eu mesma... afffffffff

¬¬
Tá vendo só? Eu sabia que o principe vinha num Jumento de ré... só não sabia que ele tinha se embreagado no caminho e parado pra curtir uma soneca!
¬¬

Daí-me forças ó Deus!

/Criis

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Palavras ao vento...

As vezes eu escrevo.
Escrevo por gostar de me esconder atrás das palavras...
Por não querer demonstrar pessoalmente o que sinto.
Por não ter coragem de olhar nos olhos e despejar sentimentos. Me sentir nua.
Não me dispo na frente de ninguém. Isso em quase todos os âmbitos da minha vida.
Óbvio que não faço sexo vestida! Simplesmente não o faço. Escolha minha. Ponto.
Não me dispo no amor. Prefiro ser uma incógnita. Mais amo... Amo como se não houvesse amanhã.
E cuido. Como se eu mesma tivesse parido. E pari...
Não um filho, mais um sentimento. Esse eu tenho o dever de cuidar.

Não sou amada. Mais espero.
Meu único medo é que do alto da minha loucura gotejante esse sentimento se perca.
Eu não domino o amor em mim, ele chega, invade, fere, maltrata, insiste e se vai...
Não sei como, mais ele simplesmente some. E some para sempre...

Daí eu fico esperando a minha vez. E se ela não chegar?
E se chegar e eu não mais quiser?
Eu tento desistir. Mais algo me impede.
Talvez sejam aqueles olhos. Eles me pedem não não ir embora...
Cada vez que eu decido partir, naquela viagem sem volta que o amor em mim faz, eles pedem que eu não vá.
Eu não ouço. Mais sinto.
E sinto, sem pedir nada em troca.
Esperando pacientemente a minha vez.
E se ela não chegar? Tudo bem.
Eu não cobro por amar.

/criis


"Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo."
(Tati Bernardi)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Da série: Textos Fodásticos

Sabe quando você está louca querendo escrever algo e empaca.
Mais empaca do tipo não consegue escrever nem as vogais?
Bom, eu tô assim. Horas escrevo demais. Oras não sai nada.

Daí que existem pessoas que conseguem descrever o que a gente está sentindo. Porque já sentiram também... E estes trechos do Texto da Tati Bernardi consegue descrever o que eu estou sentindo exatamente agora!

Se deliciem!

Eu não sei deixar ninguém partir...

Em algum momento, em vários deles ou definitivamente, as pessoas sempre vão embora. Talvez essa seja a pior coisa do mundo. Ele vai embora, sempre, quando eu preciso de quinze minutos de silêncio complementar à minha entrega, odeio o desespero dele por banhos e a sua ansiedade curiosa pelo que vem depois. Que se dane o depois,

eu sou agora, ou pelo menos era. [...]

Ele sempre vai embora quando eu queria que ele se perdesse um pouco, rasgasse a agenda, lançasse o celular no rio, desligasse todos os toques, luzes e sinais de que há todo o resto. Esquecesse do sono, do livro, da planta, das lembranças. Ele sempre vai embora do meu mundo quando eu só queria que ele descansasse um pouco de ser ele o tempo todo, mas ele tem muito medo de não ser ele, talvez porque ele não saiba o que ele é.

Ele sempre vai embora pra descobrir quem ele é, ou para lembrar que ele é o mesmo de sempre que não sabe quem é, ele sempre vai embora antes da gente ser alguma coisa juntos. Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade. Antes dele, teve o outro, o outro que continua indo embora para sempre porque nunca foi embora pra sempre.Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, melhor assim, adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, não quero brincar de Deus.

O outro foi embora a primeira vez porque estava bêbado demais, foi embora a segunda porque ficou tarde, foi embora a terceira porque teve medo de ficar pra sempre, foi embora durante alguns longos anos porque todo o resto do mundo precisava dele e eu era apenas uma das demandas. Ele me chamou de demanda a última vez que foi embora pra sempre, mas pra sempre pode durar duas horas, dois anos ou duas encarnações. A gente sempre se despede lembrando da música do Chico que diz “o amor não tem pressa, ele sabe esperar em silêncio”.

Hoje meu novo amigo foi embora, não pra sempre, mas um segundo pode ser pra sempre se pensarmos grandiosamente, e ele me dá vontade de pensar grandiosamente. Fazia tempo que alguém não ficava tão calado enquanto eu apenas existo, fazia tempo que alguém não ficava tão perdido só porque me encontrou, fazia tempo que eu não me olhava no espelho e sorria, sabendo que sim, sim, sim, sou bonita ora bolas! Sou interessante! Da onde eu tinha tirado o contrário nos últimos meses?

Todo mundo chega na sua vida. Em algum momento, em vários deles ou definitivamente, as pessoas sempre chegam. Talvez essa seja a melhor coisa do mundo. Como naquele texto que não lembro, daquela pessoa que não lembro, e sobre o qual você me contou de um jeito que eu nunca mais vou esquecer, no final a gente acaba mesmo numa esquina qualquer, lembrando de alguém que um dia chegou e depois foi embora, perplexo.

Tati Bernardi


BeijOs!


/criis