quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Amor de Vidro



Agora eu estou sozinha com as minhas chaves, decidi mudar o rumo, ser meu inteiro, quebrar os muros!
Agora eu to sozinha e me basto em tudo!
Eu só não sabia porque fiz de você meu mundo...
Hoje eu decidi que to voltando pro vermelho... Mesmo que por dentro eu esteja desbotada!
Agora eu to sozinha, com as minhas chaves...
Só quem pode abrir as portas sou eu! E eu quero deixá-las trancadas...
Até que alguém invada!

Vou tirar você do pedestal que eu criei e subi no teu lugar...
Vou quebrar a estátua que ergui, e o templo que escupi pra te eternizar...
Não se pode cultuar o que não é divino!

(Millane Hora - Amor de vidro)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Constatação


“Ele matou-me de dentro pra fora. Permitindo, assim, que eu visse cada parte de mim morrer aos poucos, pra que eu sentisse a dor do meu ser se esvaindo...”
(Criis Ribeiro)


Algumas pessoas conseguem tirar de nós o pouco de paz, de esperança na vida, no amanhã... Nos roubam a alma. Nos jogam na sarjeta... Fazem de nós pessoas mais duras, sem muita fé na vida...

Mais enquanto houver amanhã, enquanto houver força dentro de mim, mesmo destruída eu ficarei de pé!
E tantas vezes eu caia, rasteje, fique com a cara na lama... Tantas vezes levantarei, espanarei a poeira da minha alma, e darei a volta por cima!

Porque a força que existe em mim, é muito maior que os desejos famintos de alguns pela minha destruição!

/Criis

segunda-feira, 4 de julho de 2011

All I Could Do Was Cry



“No fundo sou sozinha. Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves. Por favor me poupe. Estou tão só. Eu e meus rituais. O telefone não toca. Dói. Mas é Deus que me poupa.”

Clarice Lispector


E esses dias só Clarice pra me ajudar! Fora ela, Tati Bernardi e Etta James também deram sua contribuição... Ahhh com o patrocício do vinho Quinta do Morgado (Cachaça de uva... kkk)... Que é pra esbagaçar logo de vez!

Com vocês a música da semana: All I Could Do Was Cry (Tudo que podia fazer era chorar) (Letra e tradução aqui)
Ouçam... É o mais puro e digno Jazz... É lindo... E não faz mal nenhum!
Ouça, beba e chore também... é bom 'pras vistas' e pro tal coração! rs

É isso... diante delas, eu me calo!
Espero que as coisas melhores!
Sem mais!
Beijos!


"Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz"

Tati Bernardi

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu apenas queria...



Eu apenas queria que você vivesse um dia de cada vez...
Um dia com calma, outro com surpresas, mais um com alguns probleminhas e, que nesse dia, você não levasse tudo isso tão a sério!
Queria que todos aqueles sorrisos que eu vi saltar dos seus lábios voltassem a eles, tal qual o vai-e-vem do mar na enseada ao entardecer.
Queria que os seus olhos brilhassem como a luz do luar... Iluminando, assim, a sua vida!
Queria que você voltasse a se divertir, a viver, a brincar, a sorrir... Queria que você se libertasse, e vivesse a sua vida em função de si próprio, não dos outros...
Eu queria poder enxugar as suas lágrimas como antes, queria poder oferecer o meu colo e te ouvir apenas soluçar num silêncio profundo. Queria que você tivesse acreditado quando eu olhei nos seus olhos e disse que estava tudo bem, que tudo ia dar certo... As coisas só acontecem quando nós acreditamos nelas!
Eu queria poder arrancar do seu peito essa dor, que dói em você e mata a mim. Queria ter o poder de te fazer esquecer de tudo o que te faz crer que você não precisa mais viver. Porque você precisa!
Queria que você entendesse que a vida é uma dádiva... Que este é o maior presente que Deus nos dá! Ele o renova a cada amanhecer... Que tudo o que vivemos é prova de que somos fortes o suficiente para ir em frente e tentar ser feliz.
Que a felicidade não vem de uma vez, ela vem devagarzinho, nos preenchendo... as vezes esvaziando, mais nunca deixa de estar por perto.
Queria que entrasse nessa sua cabeça o quanto você é especial, o quanto é amado, querido, por seus amigos e família. Que todos estão, de sua forma, orando e enviando energias positivas para você, para que saia dessa, para que viva a sua vida plenamente, para que prossiga e tenha êxito no futuro.
Eu, realmente queria que nada disso tivesse acontecido... E quero que saiba que, esteja eu onde estiver, estarei orando por você, orando com toda a fé que tenho em mim... rompendo madrugadas entoando os mais lindos louvores ao altíssimo, com esta voz que Ele me concedeu, para que a sua vida seja transformada, para que sua dor seja sanada e as cicatrizes fechem.
Esteja você onde estiver, saiba que em algum lugar do mundo, alguém se importa com você, e ora pelo seu bem estar e pela sua felicidade. E que eu trocaria de lugar fácil para jamais vê-lo sofrendo.
Um dia eu prometi. Eu cumprirei.
Não importa se eu estiver longe. Não importa se eu estiver triste, sofrendo, com raiva...
Eu queria. Eu pagaria para, apenas, te ver feliz outra vez.

Deus estará contigo nas noites insones, e enxugará todas as lágrimas ocultas com o Seu amor. Deus é o Deus dos valentes!
Fé. Força. Coragem. Tudo certamente VAI PASSAR!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Escolhas



Quando eu te escolhi, eu escolhi meio sem pensar...
Na verdade eu nem sabia que estaria escolhendo você. Nem pra que eu te escolhia...
Eu só queria que você estivesse bem. Eu escolhi cuidar de você.
E assim o fiz pelo tempo que você se deixava ser cuidado...
Depois, eu escolhi me afastar... E acho que você também...
Eu escolhi sofrer, você mentir...
Eu escolhi chorar, você sorrir...
Eu escolhi viajar, você comemorar...

Agora eu escolhi olhar para frente, você para trás...
Eu escolhi ser feliz, você viver triste...
Eu escolhi viver, você morrer... Pois morrer por dentro também é uma escolha!
Eu escolhi não mais me importar... Não mais fingir... Não mais ligar...
Escolhi também não mais escrever... não mais pensar...

Eu escolhi cuidar de mim... não mais de você...



P.s.: Se cuide!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fênix


Quando ela decidiu se afastar, tudo já estava traçado. O fim já era fato, mais a ilusão a embalsamara, deixando-a além do mundo real.
Ela se fez forte. Não ligou, não chorou, não se lamentou.
Fechou-se em um mundo irreal de onde não queria mais sair. Era cômodo não sentir dor.
O tempo foi passando e os dias esfregando a dura realidade na cara, na alma e no coração. Aquilo que ela fingidamente aceitara sem dor, começava a incomodar.
E o mundinho começou a ruir... Tudo desabara em sua cabeça. Realmente tinha sido deixada para trás, tal qual poeira no deserto... Agora era o seu coração que estava deserto...
E isso doeu, doeu tão fundo... Mais ela aguentou. Calou a dor com um sorriso e tocou uma melodia bem intensa, como que tentasse incubar mais uma vez aquele turbilhão de sentimentos guardados de outrora.
Foi derrubada por si mesma.
A dor de não ter desabafado agora lateja. Na mente, o arrependimento de não ter esbravejado, chingado e esperneado quando deveria.
Ela desejou sumir. Ela desejou morrer.
Não por conta do acontecido. Mais por conta de sua pseudo-burrice de ter guardado para si o veneno que deveria ter sido injetado em sua presa.
Não deu o bote. Agora agoniza com sua propria dose letal.
Não morrerá, mais matará dentro de si aquele que deveria ter sido enterrado a tempos.
Dentro de si a certeza de que, ao se levantar, estará ainda mais forte!


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Recomeçar


Eu quero vomitar na tua cara cada palavra que eu engoli a seco, quero poder gritar aos 7 ventos tudo aquilo que você mais quer esconder.
Quero voar com a mesma intensidade de uma águia jovem, liberta, leve...
Quero sorrir novamente com todos os dentes e forças. E esquecer todo esforço que outrora tive de fazer para fingir felicidade.
Quero pular até cansar as pernas. Quero gargalhar até doer a barriga!
Necessito de um sopro de vida novo. De novas razões, novos rumos...
Preciso tomar posse da minha vida. Colocar este trem descarrilado nos trilhos e seguir em velocidade máxima com destino a felicidade!
Quero correr sem rumo em um dia de chuva, e secar ao sol as lágrimas que jamais caíram.
Quero amar novamente, e ser amada. Quero reciprocidade.
Quero esquecer os carnavais passado, esquecer as dores, os amores, os terrores...
Quero recomeçar! Quero te esquecer!
Quero só te dizer, que tudo está tão bem, tão melhor agora!
O céu está mais bonito, mesmo quando está nublado. As gotas de chuva cantam uma bela canção que fala de amor... Fala de uma paz que eu não sentia... De um sossego que eu não tinha!
Recomeçar. Reinventar.
Isso é crescer! É viver! É querer!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um brinde a nós!

"Chove... pode chover! Preciso de chuva no rosto pra lavar esses pontos de interrogação que insistem em aparecer..."
(Brenna C.)



[...] Quando ele foi embora naquela noite fria eu sabia que não o veria mais. Quando eu pedi pra que ele não sumisse, tinha plena certeza de que era justamente isso o que iria acontecer. E foi!
Saiu da minha vida do mesmo jeito das outras vezes: sem explicação. E pra que explicar o que não se explica?
Pena que dessa vez não me fez a mesma falta... A gente se acostuma com as coisas, mesmo as ruins... Eu me acostumei a isso.
Dessa vez, não me deu vontade de procurar. Não me deu vontade de ir atrás, de ligar, de falar...
Dessa vez eu entendi. Quer ir? Tá massa! Valeu!
Não vou mais sentir falta do que nunca tive... Do que não me pertence, do que não se importa comigo...
Pra você, deixo apenas o meu Adeus... É a única coisa que posso dizer, é a unica coisa que tenho para você hoje!
Hoje chove...
Eu poderia sentir aquela saudade do abraço, do beijo, do calor, mais não...
Eram abraços e beijos vazios, e vazio é uma coisa que não preenche, porque não existe nada a oferecer.
Eu não sinto dor, nem falta, nem me preocupo, não procuro mais...
É uma procura no escuro por alguém que não quer se achar... Só lamento...

Hoje chove... E vindo pra casa sentindo a chuva na cara eu percebi que já não precisava mais da sua presença na minha vida... Fiz uma reflexão dos últimos dias em que me diverti tanto que, olhe só, acabei esquecendo de você!
Hoje eu vou abrir um vinho...
Seria triste fazer isso e lembrar de que era com você que eu brindava...
Mais dessa vez será diferente!
Eu bebo só, brindo só, comemoro só...
Afinal, quem quiser brindar comigo, agora terá de fazer por onde merecer o meu 'tintin'!

Portanto, um brinde a nós!
A tudo o que a gente não foi!
Um brinde as raivas que eu estou deixando de ter, as lágrimas que eu estou deixando de derramar, e as palavras que, em vão, eu iria falar...
Um brinde solitário a mim e a você!
A mim por ter, finalmente, tomado a atitude de te esquecer. E a você por ser, novamente, covarde o suficiente para não olhar nos meus olhos e, dessa vez, me escutar pronunciar cada sílaba da palavra adeus!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Da série textos fodásticos³


"Cansei de gritar e resolvi latir"




Como é horrível ser um animal. Um animal menininha. Usar vestidos, fazer as unhas, pintar os lábios, andar pisando leve. Por dentro, esse animal com fome, desesperado, selvagem, irracional.
Que bom dia que nada, cara. Que boa noite, que muito obrigada. Por que você não vem me amansar? Rasga o vestido da menininha, rasga.
Mata essa fome que eu estou de engolir seu ego, de te deixar perdido, de acabar com essa sua panca, essa sua distância.
Que se dane o esmalte falso das minhas unhas, eu que já guardei restos de células mortas da sua pele. Tira essa cor inventada da minha boca, esse tom estúpido de flor artificial. Faça ela ficar cheia de sangue vivo, entreaberta entre um grito e um riso. Tira esse meu andar leve e ereto, me entorta, me coloca do jeito que você gosta.
Que bom dia que nada, eu vou latir no seu ouvido se você achar que tem o poder de me magoar.
Para que ferir meu coração se você pode ferir o meu útero? Para que dominar minha cabeça se você pode dominar o mundo pequeno e errado que eu inventei?
Eu que me faço de bem resolvida, por dentro são palpitações, são vozes de incentivo ao ataque, é calcinha de moça marcada por tanto desejo.
Eu que um dia vou ter que ser mãe, que um dia vou ter que aprender a escrever. Eu que preciso ser levada a sério, preciso perceber que sou sozinha, preciso cuidar de mim. Eu que agora me atraso mais um pouco, sendo apenas instintiva.
Olhando você e só querendo correr de quatro até sua canela e morder toda a lógica dessa frieza.
Querendo te enfiar dentro de mim para preencher o vazio de ser incompleta.
Para sempre a vida me deve, e eu devo tanto a ela.
Querendo calar as batidas do meu coração ansioso com nosso atrito desesperado por minutos de paz.
Para sempre o silêncio, de quem não pode pedir, mas morre de desejo, de quem acaba de conseguir, mas morre de culpa.
Olhe para mim, me dá ração que eu estou morrendo. Olhe para mim, me deseje de novo porque eu estou murchando...
Ou apenas venha me distrair, apenas esqueça todos esses poemas falsos. Esqueça todas essas justificativas sofridas para uma simples vontade de deitar com você de novo.

Tati Bernardi


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E ela, mais uma vez, consegue expressar EXATAMENTE o que eu estou sentindo...
PUTAQUEOPARIUUUUUUUUUUUU

Sem tirar nem pôr, é issoaê!

Beijos!


/criis

segunda-feira, 2 de maio de 2011

E eu que sou quase de ferro...



Me sinto um corpo sem alma... vagando... vagando...
A espera de algum ser de alma caridosa que me salve. Mas ninguém salva...
Eu que fui tão cheia de vida, tão sonhadora... me tornei este ser desconfiado... quase amargo.
Um quase misto de quase tudo que eu nunca quis ser.
Eu que corria pela praia com aquele sorriso de moleca de 5 anos quando vê um picolé, hoje apenas caminho sem direção olhando pro nada...
O vazio do meu ser me consome... Me deixa estéril.
Um tanto quanto sobrenatural.
É como se eu soubesse o que vai acontecer. Porque a minha vida é um replay sem fim...
Tudo se repete, e eu ainda não sei lidar com isso.

Ahhh se as pessoas soubessem que por dentro da minha armadura de ferro habita um ser dócil, terno e amoroso... Mais nem eu sei como abrir esta tal armadura. Como sair dela? como?
A cada dia eu vejo novamente aquele velho filme passando, as cenas se repetindo...
E eu, a protagonista e autora desta história não tenho sequer forças pra mudar o enredo.
O mocinho fugiu com a mocinha e eu sou a vilã.
Sempre fui a vilã.
As vezes até gosto!
Vilões sempre são mais emocionantes! \o/
Pena que acabam sozinhos, presos, são sempre errados e ninguém quer chegar perto!

Eu só queria me sentir EU de novo.
Talvez as quedas da vida me fizeram endurecer. Eu já fui a mocinha.
Já fui querida, amada... Mais fui enganada, me perdi...
Agora, tudo o que quero, é encontrar o caminho de volta... Pra dentro de mim mesma!

/criis